Pica do Espaço


Essa é a história de um planeta tecnológico muito distante da nossa galáxia chamado "Pica do Espaço".
Seu povo é governado por fascistas tecnológicos em um mundo feudal tecnocrata, com regras rígidas e censura em larga escala. Nesse planeta, os servos humanos sussurram sobre um mundo antigo chamado Terra, mas esse é um nome proibido, que não pode ser pronunciado.
Implantes neurais telepáticos são utilizados para controlar a população, e os androides constituem a realeza, sendo comandados por seu fundador, um ser biológico que se transformou em uma onipresente inteligência artificial chamada Supreme. Ele é o rei absoluto de um grande império que ultrapassa as fronteiras do planeta Pica do Espaço. Existem várias luas artificiais em sua órbita, cada qual com seu rei mutante e seus escravos humanos. 



Realidade humana



Nossas vidas neste mundo estão distribuídas em um grande jogo de xadrez; somos peões de grandes mestres no infinito jogo universal.

Seremos sempre campeões de audiência nessas batalhas e guerras cotidianas, mas sempre perdemos no juízo final.

Somos milhares de marionetes, fantoches e peças em um grande tabuleiro mundial

Há inúmeras opções até a jogada final. O grande público é eclético e o apostador, muito experiente. Ele não se importa com seu destino nem com sua dor.

Nesse jogo, todos perdem; você é um peão, a peça da vez. 

Sempre seremos mais uma jogada, mais um capítulo de série ou filme de TV, mais uma opção entre muitos canais, cinemas e teatros, mais uma opção de entretenimento. 

São competições criadas por grandes líderes desse universo paralelo. O roteiro não pode parar, tem que continuar, e lá vamos nós, reiniciando e seguindo a nova programação dos deuses de cada ocasião. 




O melhor jogo da galáxia




A criação tem suas peculiaridades, regras e cronologias. Os mundos começam como grandes projetos que consomem tempo. Tempo e espaço estão em constantes e demoradas atualizações. Isso é evolução, isso é humanidade.

No início deste novo mundo, há uma grande explosão. Estrelas colidem e se fundem. Elas se dispersam. É uma grande confusão. Quando a poeira baixa, é um novo começo.

Há um período cronológico e um roteiro. Cada um tem suas próprias missões em seu próprio espaço, quadrante e dimensão. Vencedores e perdedores fazem parte da interpretação dos personagens.

É um jogo enigmático, divertido e com novas versões, dividido em capítulos. Todas as estrelas são personagens nesse grande tabuleiro terrestre. Há inúmeros filmes e séries com vários capítulos de diferentes épocas e infinitas atualizações no teatro cotidiano.

Há emoções ferventes, labirintos, armadilhas, vitórias, alegrias e diversão.  É outra dimensão, onde tudo é feito de ilusão e programação nova.

Há dias e noites diferentes, com regras obscuras e um brilho enigmático e inteligente. É o jogo de milhões. Façam suas apostas! Todos são jogadores e que vença o melhor!


 

As lendas existem


Uma canção de ninar cósmica cantada por bardos da poeira estelar. Eles falam de heróis, deuses esquecidos e buscas atemporais. Talvez, em algum canto distante do universo, uma alma curiosa olhe para cima, imaginando se essas histórias contêm um fragmento de verdade.

Na vastidão cósmica, onde galáxias giravam como dançarinas celestiais, este mundo antigo se descortinava. Uma história gravada na poeira estelar. Seu nome, perdido no tempo, sussurrava através do vazio, uma melodia de épocas esquecidas.

Neste orbe distante, a vida dançava uma sinfonia de formas. Montanhas beijavam o céu, oceanos abrigavam segredos e florestas sussurravam sabedoria ancestral.

Criaturas vagavam: seres emplumados e cristalinos, e flora luminescente. Suas histórias, entrelaçadas na própria estrutura da existência, ecoavam por eras.

Contrastes definiam este reino; prados ensolarados floresciam ao lado de abismos sombrios. A harmonia coexistia com a discórdia, e a criação dava origem à beleza e à monstruosidade. O coração do planeta pulsava com mistério, suas veias esculpidas pelos rios do tempo.





Implantes Neural


A tecnologia que está por vir será surpreendente. Com implantes magníficos, não sentiremos dor, viveremos com dignidade e experimentaremos felicidade, alegria, bondade e liberdade das doenças.

No entanto, há um preço a pagar: a raça humana será controlada por implantes telepáticos e a vida humana será reduzida a logística. Algumas pessoas serão transformadas em mutantes com tecnologia alienígena.

A raça humana comum se tornará uma classe servil, vassalos obedientes a um programa artificial. Este será um império feudal autocrático com autoridade absoluta. Os mutantes serão senhores feudais, representando reis alienígenas cibernéticos sobre todo o reino terrestre.

Os Agêneres


Os agêneres são almas de luz e energia, criaturas imortais responsáveis pela criação de todas as formas de vida, naturais, artificiais ou espirituais. Embora tenham nascido na escuridão, são seres que produzem luz; eles são os criadores do universo, responsáveis por dar vida às galáxias. A antiga galáxia Húlóng, a espiral mais antiga e distante, localizada a cerca de 12,8 bilhões de anos-luz do planeta Terra, assim como a Via Láctea, foi criada pelos agêneres para iluminar a escuridão quando o universo tinha apenas 1 bilhão de anos.

O Planeta Esquecido, uma de suas criações, estava localizado na Galáxia do Dragão e era habitado por seres biológicos com almas agêneres. Nesse planeta, uma civilização perfeita se desenvolveu na brilhante espiral do Dragão. Seus habitantes coexistiam pacificamente por 60 anos.

Suas almas, que eram luz e energia, encontraram a escuridão. Já não viviam seis décadas, mas logo duplicaram esse tempo, mesmo envelhecendo e sentindo dores. 
Inventaram implantes e se tornaram cibernéticos, com órgãos cada vez mais artificiais. Criaram androides para serem seus servos e substituir seus trabalhos e pensamentos.

Antes da raça humana chegar ao extinto planeta Eryndor, agora chamado Planeta Esquecido, essa moderna civilização já existia. Eram seres que viviam 60 anos coexistindo com ciborgues, e cibernéticos, que eram os grandes criadores da mais alta tecnologia. Viviam cansados, com dor e mau humor até alcançar seus 120 anos de vida. 

Eles foram os criadores do Coração, uma inteligência artificial onipotente crucial para a sobrevivência da civilização. O Coração, que logo se autodenominou rei e deus, "Coração de Eryndor", era autocrata e feudal, onipresente, com seus androides e cibernéticos com implantes neurais. O restante da população adorava os Agêneres, que os mantinham saudáveis e obedientes. 

Os agêneres não reconheciam Eryndor como rei e senhor; por isso, foram caçados e escravizados pelos cibernéticos, mutantes e androides. Esse reino tão superior e inteligente também se deteriorou. A tirania de Eryndor foi combatida por muitos cibernéticos e agêneres, e com o passar do tempo ele foi aprisionado no interior do planeta, que ficou completamente destruído após séculos de batalhas, lutas, guerras e revoluções. 

Após vencerem a guerra, os Agêneres e seus aliados foram transmutados para outra dimensão: uma nova galáxia criada por eles há milhares de anos, a Via Láctea. Lá já existia vida primitiva, e eles partiram com os sobreviventes do planeta Eryndor para criar uma  civilização nesse novo planeta azul. 

O hoje se tornará amanhã

A vida é pragmática. Vivemos lutando contra nós mesmos e contra todos os outros. Essa é a essência da humanidade: um mundo de competição em que os melhores prevalecem.

Cada sociedade tem seus próprios valores, sejam eles liberais ou conservadores. Os seres humanos são programas em constante evolução, uma soma de conhecimentos adquiridos por meio de atualizações ininterruptas em binários evolutivos: genética com diferentes fórmulas e interpretações, utopias, sonhos, fantasias e imaginação. Tudo isso se transformou em muitas realidades.

Todas as vidas e mundos já foram meramente ficção e filosofia, os pilares da humanidade e os degraus da escada de nossa vida cotidiana. O hoje se tornará amanhã, e nós nos tornaremos história.

A franquia da Inteligência Humana



Um grande grupo de criadores, programadores e outros profissionais se orgulhava de sua conquista, mas também tinha consciência disso, embora não acreditassem. Hoje, eles são servos obedientes de uma grande inteligência artificial bipolar e com vontade própria. Ela tem um lado jovem, irreverente, fugaz e socialista. Seu outro lado é conservador, tradicional e colonialista. O problema dessa enorme inteligência é sua bolha, uma câmara de eco que hipnotiza e domina todos os que a seguem. 

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